CLT 2.0 — O debate que falta

Toda hora
trabalhada deveria
valer.

Sem imposição. Sem hipocrisia.
Com liberdade, proporcionalidade e justiça.

TODA HORA CONTATODA HORA CONTATODA HORA CONTATODA HORA CONTATODA HORA CONTATODA HORA CONTA

O Brasil discute 6×1 ou 5×2.

E se a pergunta estivesse errada?

40M
trabalham na informalidade
sem proteção alguma
14M
presos na escala 6×1
com 1 dia de folga
500K
afastamentos por doenças
do trabalho em 2024
A proposta

Seis mudanças.
Zero complicação.

01

Salário mínimo por hora

Toda hora vale. Sem hora invisível. O trabalhador sabe exatamente quanto ganha.

Me explica →

Hoje o salário mínimo é mensal (R$ 1.621). Mas quem trabalha 3 dias por semana, ou 4 horas por dia, não sabe quanto vale sua hora.

Na CLT 2.0: o contrato diz "você ganha R$ X por hora" (nunca abaixo de R$ 7,37). Trabalhou 6 horas? Recebe 6 × R$ 7,37 = R$ 44,22. Simples assim.

Exemplo: Maria trabalha como atendente 5h/dia, 4 dias/semana. Ela sabe que ganha R$ 8,50/hora. No fim do mês: 80h × R$ 8,50 = R$ 680 líquidos. Sem surpresa.

02

Direitos proporcionais

FGTS, férias, seguro — tudo acumula a cada hora. 1 hora ou 10.000: sempre proporcional.

Me explica →

Hoje, se você trabalha 5 meses e é demitido, perde férias. Se trabalha informal, não acumula nada.

Na CLT 2.0: cada hora trabalhada deposita automaticamente uma fração no seu FGTS, no seu fundo de férias e no seu seguro-desemprego. Não importa se trabalhou 1 dia ou 1 ano.

Exemplo: João trabalhou 3 meses como entregador (480h). Ele acumulou: R$ 384 de FGTS + 5 dias de férias + 20 dias de seguro. Tudo dele, mesmo se sair amanhã.

03

Horas difíceis valem mais

Domingo, feriado, madrugada = 200%. Quem escolhe esses horários é valorizado.

Me explica →

Trabalhar domingo não é castigo — é tempo que a maioria não quer dar. Quem dá, merece mais.

Na CLT 2.0: domingo e feriado pagam o dobro (200%). Madrugada paga +50%. E quem escolhe esses horários ainda acumula férias em dobro.

Exemplo: Pedro trabalha num restaurante aos domingos por escolha. Ganha R$ 14,74/hora (dobro do mínimo) + acumula 2 dias de férias a cada 12 domingos trabalhados. Ele prefere folgar na quarta — e pode.

04

Férias que nunca somem

12 dias trabalhados = 1 dia de férias. Acumulativas. O dinheiro rende num fundo seu.

Me explica →

Hoje você precisa trabalhar 12 meses pra ter direito a férias. Se sai antes, perde. Se é informal, nunca tem.

Na CLT 2.0: a cada 12 dias trabalhados, você ganha 1 dia de férias. O dinheiro correspondente vai pra um fundo individual que rende acima da inflação. Você decide quando tirar.

Exemplo: Ana trabalhou 6 meses (132 dias). Acumulou 11 dias de férias + R$ 890 no fundo. Quer tirar 5 dias agora e guardar o resto? Pode. O dinheiro é dela.

05

Múltiplos vínculos

Trabalhe em mais de um lugar. Cada vínculo gera proteção. Motoboys, diaristas, todos cobertos.

Me explica →

Hoje, ter dois empregos formais é burocrático. E quem trabalha em vários lugares informalmente não tem proteção em nenhum.

Na CLT 2.0: cada vínculo é independente. Cada hora em cada emprego gera seus próprios direitos. Tudo acumula na mesma conta do trabalhador.

Exemplo: Carlos é motoboy de manhã (App A), garçom à noite (Restaurante B) e faz entregas no domingo (App C). Cada hora em cada lugar gera FGTS, férias e seguro. No fim do mês, tudo soma na conta dele.

06

Custo claro ao empregador

Uma conta só. Sem passivo oculto. Sem surpresa judicial. Bom pra quem contrata e pra quem trabalha.

Me explica →

Hoje, contratar alguém é um risco. O empregador não sabe quanto vai custar no final — férias acumuladas, processos, multas. Isso faz muita gente preferir a informalidade.

Na CLT 2.0: o custo é fixo por hora. Salário + encargos explícitos. Sem passivo acumulando. Sem surpresa 2 anos depois.

Exemplo: Dona Lúcia tem uma padaria e quer contratar um ajudante por 4h/dia. Custo total: R$ 12,50/hora (salário + encargos). Ela sabe exatamente quanto vai gastar. Sem medo.

Na ponta do lápis

Quanto você ganha hoje vs. CLT 2.0

CASO 1 — TRABALHADOR PADRÃO (COMÉRCIO, 44H/SEMANA)

CLT ATUAL

R$ 1.621/mês

Férias: só após 12 meses

Demitido no 5º mês: perde férias

Hora extra: depende do patrão pagar

CLT 2.0

R$ 1.621/mês (equivalente)

✓ Férias acumulam desde o dia 1

✓ Demitido no 5º mês: leva 9 dias + fundo

✓ Cada hora extra = R$ 7,37+ na conta

CASO 2 — MOTOBOY (3 APPS, 10H/DIA, 6 DIAS)

HOJE (INFORMAL)

R$ ~2.500/mês

✗ Zero FGTS

✗ Zero férias

✗ Zero seguro-desemprego

✗ Acidentou? Problema dele

CLT 2.0

R$ ~2.800/mês (dom = 200%)

✓ FGTS acumulando: ~R$ 224/mês

✓ 20 dias de férias/ano + fundo

✓ Seguro proporcional acumulando

✓ INSS cobrindo desde a 1ª hora

CASO 3 — DIARISTA (3 CASAS, 6H/DIA, 3 DIAS/SEMANA)

HOJE (INFORMAL)

R$ ~1.200/mês

✗ Sem vínculo, sem direito

✗ Ficou doente? Sem renda

✗ Aposentadoria? Só se pagar MEI

CLT 2.0

R$ ~1.200/mês (mesmo valor)

✓ 3 vínculos formais simultâneos

✓ INSS + FGTS em cada casa

✓ 6 dias de férias acumulados/mês

Mesmo salário. Mesma jornada.

A diferença: na CLT 2.0, cada hora gera proteção real.

"Descanso é um direito. Trabalhar também.
O erro é transformar qualquer um dos dois em obrigação."

O que muda na prática

CLT AtualCLT 2.0
UnidadeMêsHora
EscalaEngessadaLivre
Férias30 dias fixos~22 úteis, acumulativas
EmpregosRestritoLivre + proteção
CustoImprevisívelFixo por hora
SeguroTudo ou nadaProporcional
InformalIgnoraResolve
Na vida real

Quem ganha com isso?

O motoboy que trabalha pra 3 apps sem proteção.

→ Cada hora dele gera FGTS, férias e seguro. Automaticamente.

A diarista que trabalha em 4 casas sem direito a nada.

→ Cada hora em cada casa acumula proteção. Sem burocracia.

O jovem que quer trabalhar fim de semana pra juntar dinheiro.

→ Ganha 200% e férias em dobro. Por escolha própria.

O empresário com medo de contratar por causa do passivo.

→ Custo fixo por hora. Sem surpresas.

"O maior risco é fingir proteção
onde ela não existe."

Faz sentido pra você?

Não é proposta fechada. É convite ao debate.
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